quinta-feira, 16 de setembro de 2010

SUSTENTABILIDADE SOCIAL E ESTRESSE CORPORATIVO - CAUSAS

SUSTENTABILIDADE SOCIAL E ESTRESSE CORPORATIVO - CAUSAS

Como vivemos em um mundo globalizado, muito se tem falado sobre sustentabilidade empresarial.

O consultor Luiz Henrique de Paiva José, em seu texto “sustentabilidade na pequena empresa”, define, de forma muito simples, o que é uma empresa sustentável: “é a empresa que continua gerando lucros para seus acionistas sem causar impactos negativos aos outros stakeholders (partes interessadas) da empresa”.

E quem são os stakeholders? O mesmo autor assim os descreve: soa seus funcionários, seus clientes, seus concorrentes, o governo, o meio ambiente, a comunidade em torno da empresa, etc.

De uma forma geral, a sustentabilidade empresarial está ‘apoiada’ em três pilares:
  • sustentabilidade ambiental, relacionada aos cuidados com nosso planeta e com foca nas áreas de proteção ambiental, recursos renováveis, ecoeficiência, gestão de resíduos e gestão de riscos;
  • sustentabilidade social, direcionada à dignidade humana e com foco nas seguintes áreas: direitos humanos, direitos dos trabalhadores, envolvimento com a comunidade, postura ética, etc.; e,
  • sustentabilidade financeira, que visa a prosperidade através de: recursos econômicos, direitos dos acionistas, competitividade e relação entre clientes e fornecedores.
Dentro da sustentabilidade social, está, sem dúvida alguma, a melhoria constante da qualidade de vida dentro do ambiente de trabalho, visto que este ambiente é cada vez mais perverso no que diz respeito à saúde física e mental de seus colaboradores devido às demandas que o mundo globalizado impõe.

E um dos piores males dele decorrente é o estresse, considerado pela Organização Mundial da Saúde, como a epidemia do século XXI.

Para se ter uma idéia, 70% das pessoas sofrem deste mal, e destes, 30% sofrem de burnout, o estágio final do estresse, de acordo com dados do International Stress Management Association (ISMA).

Ainda mais, a mesma associação informa que, nos dias de hoje, o profissional trabalha, em média, 54 horas por semana, contra 48 horas de alguns anos atrás. E o que é pior: profissionais em cargos mais altos chegam a trabalhar 65 horas semanais.

Estas jornadas mais longas, aliadas a outros fatores como, por exemplo, não ter tempo para a prática de atividades físicas, noites mal dormidas (em qualidade e número de horas), alimentação desregrada, fazem com que o estresse, aos poucos, vai se manifestando. E, de repente, aparecem as doenças, físicas e/ou mentais, podendo levar o profissional a sofrer um ataque cardíaco ou um derrame cerebral.

Portanto, torna-se cada vez mais necessário a conscientização de que o ambiente corporativo, onde o profissional passa o maior número de horas diárias, é um ambiente onde que pode, sim, ser o responsável pelo aparecimento de doenças em seus colaboradores.

O desenvolvimento de práticas e ações que minimizem as causas do estresse corporativo é algo que deveria ser o item número 1 na agenda dos responsáveis pela gestão de pessoas e saúde corporativa.

Colaboradores sem qualidade de vida no trabalho, sem saúde e sujeito às demandas do mundo globalizado produzem cada vez menos, o que é ruim para a empresa que perde em competitividade e lucro e gasta mais na recuperação do seu colaborador.

Portanto, prevenção é a palavra-chave.

É necessário entender saúde e qualidade de vida dentro do ambiente de trabalho não como custo, mas como investimento onde todos lucram, com a finalidade de diminuir os índices de estresse. Entretanto, o que tem sido feito nesta área é muito pouco. Em sua tese de doutorado, a especialista Eliete B. Areliano verificou as principais ações de empresas focadas em qualidade de vida. Suas conclusões foram:
  • 88% das corporações com programas e ações focadas em qualidade de vida estão na região sudeste do Brasil;
  • 60% das empresas pesquisadas apontam o RH como a área responsável pelas ações;
  • 68% das companhias ampliam os programas para os familiares e 30% incluem os terceirizados nestas ações: e,
  • 85% das atividades em prol da qualidade de vida estão relacionadas aos cuidados e orientações com a alimentação e nutrição e 70% são ações focadas em saúde. O gerenciamento do estresse aparece na sexta posição em 29% das empresas.
Com relação ao estresse no trabalho, alguns dados quantitativos são, realmente alarmantes.
De acordo com o Disease American Institute of Stress, 78% dos entrevistados descrevem seu trabalho como altamente estressante, 75 a 90% de consultas médicas iniciais são devidas a problemas relacionados ao estresse e 60 a 80% dos acidentes de trabalho estão a ele relacionados.

Já para a Marlin Company, 33% dos entrevistados tem observado um aumento de enfermidades devido à ansiedade ou ao estresse na empresa: 27% relatam um aumento nos problemas emocionais como depressão, insônia, abuso do álcool e drogas ou conflitos familiares: 28% afirmam que a economia é a maior causadora do estresse e 31% dizem que houve um aumento no número de clientes difíceis de lidar.

A pesquisa da Northwestern National Life Insurance verificou que: um milhão de faltas ao trabalho estão relacionadas ao estresse; 27% dos colaboradores disseram que a maior causa de seu estresse é o trabalho; 46% consideram os níveis de estresse no trabalho muito alto ou extremamente alto; u m terço dos colaboradores já pensou em se demitir devido ao estresse no trabalho; e, 70% afirmam que o estresse do trabalho causou danos à sua saúde física e mental.

Considerando-se estes números, o foco deve se voltar ao combate e controle de suas causas. E quais são elas?

Este é o propósito deste texto: descrever de forma sucinta as principais causas do estresse no ambiente de trabalho. E estas não são poucas.

CAUSAS DO ESTRESSE NO AMBIENTE DE TRABALHO

1 – Relacionadas à conjuntura econômica
A – Quando há crescimento econômico
  • busca individual para a conquista de mais espaço;
  • relacionamentos competitivos;
  • mudanças bruscas na carreira;
  • medo do desconhecido (novos desafios);
  • autocobrança;
  • pressões inerentes ao crescimento econômico
B – Quando há crise econômica
  • insegurança crescente (cortes de pessoal e desemprego);
  • diminuição de investimentos na melhoria do ambiente de trabalho (saúde organizacional);
downsizing;
  • aumento das tensões interpessoais;
  • flutuações cambiais e incertezas econômicas.

2 – Relacionadas à mudanças
A – Determinadas pela empresa
  • troca freqüente de pessoas;
  • novas orientações;
  • tensões decorrentes de uma grande diversidade no ambiente de trabalho;
  • fusões e aquisições, levando a cortes e demissões;
B – Devido a novas tecnologias
  • Tensões decorrentes de ter que se adaptar rapidamente às mesmas: aprendizado constante e rápido, treinamentos inadequados ou uso de tecnologias inadequadas.
C – Devidas ao mercado
  • Exigências do mercado levam a mudanças de procedimentos no ambiente de trabalho e no desenvolvimento de atividades a ele relacionado. Ex.: perda de clientes, abertura de capital, aumento da concorrência, etc.
D – Auto-impostas
  • exigências que fazemos de nós mesmos;
  • adaptabilidade e resiliência;
  • reciclagem constante (necessidade de aprendizado e adaptação constantes).
3 – Relacionadas ao ambiente de trabalho
  • política de gestão do capital humano muito complicada (distância entre discurso e prática);
  • desconhecimento do processo de avaliação de desempenho;
  • desconhecimento do processo de avaliação de promoções;
  • administradores autoritários e autocráticos;
  • crueldade nas relações profissionais (rivalidade, competitividade interna, violência psicológica);
  • novas diretorias e novas lideranças;
  • cobranças relativas a desempenho e resultados;
  • incapacidade de administrar o tempo;
  • sobrecarga de trabalho (responsabilidades excessivas; horas extras, levar trabalho para casa, produzir o dobro na metade do tempo, etc.);
  • estabelecimento de prazos irreais para a realização de tarefas:
  • responder a mais de um chefe;
  • conviver com pessoas difíceis e temperamentais;
  • assédio moral;
  • assédio sexual;
  • bullying;
  • má distribuição de tarefas (ambigüidade, conflito de papéis);
  • intervalos irregulares para pausas;
  • falta de clareza de regras, normas, etc.;
  • falta de ferramentas adequadas;
  • insatisfação salarial;
  • ambiente desorganizado (comunicação pobre, deficiente ou inadequada, ausência de controle, etc.);
  • medo de cortes e demissões;
  • expectativas excessivas, conflitantes ou incertas sobre nós daqueles que nos cercam.

4 – Relacionadas à alta competitividade
  • redução dos níveis hierárquicos;
  • redução do pessoal;
  • redução dos custos;
  • redução dos recursos;
  • cronogramas apertados (curtíssimo prazo).

5 – Relacionadas à atividade propriamente dita
  • sensação de instabilidade (medo de demissão);
  • sensação de insuficiência profissional;
  • pressão para comprovar eficiência;
  • impressão contínua de estar cometendo erros;
  • falta de novos projetos;
  • trabalho repetitivo ou desinteressante por longos períodos de tempo;
  • falta de feedback;
  • falta de reconhecimento e valorização;
  • falta de perspectivas de crescimento profissional;
  • desrespeito às opiniões de colaboradores subalternos;
  • canais de comunicação sempre fechados com os colaboradores hierarquicamente superiores;
  • mudanças rápidas para as quais os colaboradores não estão preparados;
  • falta de autonomia ou de participação nos processos de decisão;
  • falta de não ter o que fazer;
  • ter uma atividade sem significado;
  • não ter noção da importância de sua atividade para a corporação.
6 – Relacionadas às relações interpessoais
  • repressão de emoções, angústias e frustrações;
  • perda da espontaneidade (aparentar o que não se é);
  • jogo do poder (tirania, perseguição, “puxação de tapete’, etc.);
  • agressividade reprimida;
  • falta de ajuda ou suporte de supervisores e colegas de trabalho;
  • discriminação e preconceito racial, sexual, religioso, com pessoas portadoras de necessidades especiais, etc.;
  • grosserias diretas.

7 – Relacionadas à carreira
  • mudança de cidade ou de país para implementar a carreira;
  • promoção com responsabilidades além das competências atuais;
  • falta de oportunidades para novos treinamentos;
  • falta de um plano de carreira;
  • ausência de promoções.

8 – Relacionadas à ergonomia
  • falta de equilíbrio térmico;
  • falta de equilíbrio acústico;
  • falta de equilíbrio luminoso;
  • falta de equilíbrio na umidade e qualidade do ar;
  • contato co m agentes agressivos à saúde (produtos tóxicos);
  • quantidade de pessoas por metro quadrado;
  • isolamento;
  • mobiliário inadequado;
  • atividades que exigem posturas não fisiológicas
  • repetição contínua de movimentos danosos;
  • permanência exagerada em atividades cansativas;
  • ambiente não adaptado a colaboradores portadores de necessidades especiais.
Fica, agora, a pergunta: o que você e sua empresa estão fazendo para diminuir os altos índices de estresse no ambiente de trabalho? Se o desejo é investir nesta área, veja as vantagens que poderão ser conseguidas para a empresa:
  • a promoção da saúde no ambiente de trabalho gera um retorno significativo do capital investido;
  • o investimento em planejamento e prevenção é 4 a 5 vezes mais econômico do que a solução de problemas evitáveis (redução das despesas médicas);
  • a modificação do comportamento gerado por programas bem planejados e gerenciados reduz o risco de doenças, custos relacionados, absenteísmo e turnover;
  • funcionários mais ativos, motivados e conscientes irão produzir mais e melhor;
  • chances maiores de recrutar melhores colaboradores;
  • maior comprometimento dos colaboradores;
  • melhor ambiente de trabalho;
  • melhor imagem junto ao mercado.
Deixo apenas um conselho: pense muito seriamente sobre isso!

Autor: Dr. Luiz Roberto Fava - Cirurgião-dentista, especialista em Endodontia, desempenhando esta atividade há mais de 30 anos. Experiência de igual número de anos como professor, pesquisador clínico e conferencista de temas ligados à especialidade. Desde o ano de 2003 vem se dedicando ao estudo de temas ligados às áreas de qualidade de vida, motivação e sucesso, tendo já ministrados cursos, palestras e publicados artigos nestas áreas.

FONTE: Revista O Gerente - Newsletter do dia 05/08/2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Posse dos novos membros das Cipas...

Imagens da solenidade

Aconteceu no último dia 19 de agosto, a posse dos membros das Cipas CTEKM 3 e CTEAGO, gestão 2010 – 2011. Em solenidade no pólo do Km 3, o Superintendente de Telecomunicações, Carlos Eduardo Moscalewsky, deu as boas vindas a todos e ressaltou a importância da segurança e da prevenção de acidentes no âmbito da Copel Telecomunicações. Durante a cerimônia, se fizeram relatos sobre a atuação e os avanços obtidos em termos de prevenção de acidentes da Cipa do Km 3 nos últimos anos e salientou-se a criação, nesse ano, da Cipa que atenderá os colaboradores lotados no pólo da Padre Agostinho. Após o pronunciamento de todos, foram oficialmente empossados os responsáveis pela condução dos programas de prevenção de acidentes de trabalho e pela conscientização de todos em termos de segurança, palavras chave para uma vida melhor e com mais qualidade.


Cipa CTEKM3


MEMBROS REPRESENTANTES DOS EMPREGADOS

TITULARES

43230 TASSILU FARIA

46269 FERNANDO VILLA COIMBRA CAMPOS

13913 JEFFERSON LUIZ M DIECKMANN (VICE-PRESIDENTE)

46258 FERNANDO PEREIRA KRAUS


SUPLENTES

46547 FERNANDO CESAR ABUD

16030 WALDEMIRO PEDROSO SOBRINHO



MEMBROS REPRESENTANTES DO EMPREGADOR

TITULARES

22507 HENRIQUE KADZUMA WATANABE (PRESIDENTE)

45675 GISELE FÁTIMA MORO (SECRETÁRIA)

22100 IARA TERESINHA A DE OLIVEIRA (VICE-SECRETÁRIA)

16802 AURELINO PEREIRA CARNEIRO


SUPLENTES

24739 DANIEL JAVIER LEMOS

24556 PAULO RENATO FERNANDES



Cipa CTEAGO


MEMBROS REPRESENTANTES DOS EMPREGADOS

13503 MARCELO FERREIRA (Vice-Presidente)
20141 ETELVINA APARECIDA REGGIANI (Vice-Secretária)
16906 RUBENS CLARO GONCALVES
25821 GIOVANI COLOMBO


MEMBROS REPRESENTANTES DO EMPREGADOR

21202 RICARDO GALVAO FIDELIS (Presidente)
49399 MARIO SERGIO BENATO
43407 DANIEL DURKI
24955 MARCO AUGUSTO TRICHES (Secretário)


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Novo padrão de plugues e tomadas

Este ano (2010) o padrão de plugues e tomadas mudou.
Foi definido pela NBR 14.136 da ABNT.

Tire suas dúvidas nos links:

http://www.abinee.org.br/informac/arquivos/inmetrop.pdf
http://www.abinee.org.br/informac/arquivos/com72.pdf
http://www.abinee.org.br/informac/arquivos/camarapt.pdf

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Criação da CIPA CTEAGO - Prédio Padre Agostinho

No dia 19/Ago, foi empossada a CIPA do prédio da Copel Padre Agostinho, contando com os seguintes integrantes:

===================================================
Indicados pelo Empregador:

TITULARES
21202 RICARDO GALVAO FIDELIS (PRESIDENTE)
49399 MARIO SERGIO BENATO

SUPLENTES
43407 DANIEL DURKI
24955 MARCO AUGUSTO TRICHES

===================================================
Eleitos em Mai/10 - Eleição: 64/2010

TITULARES
13503 MARCELO FERREIRA (VICE-PRESIDENTE)
20141 ETELVINA APARECIDA REGGIANI

SUPLENTES
16906 RUBENS CLARO GONCALVES
25821 GIOVANI COLOMBO
===================================================

Utilizaremos esse Blog para dividir informações pertinentes a atividade, e convidamos a todos para que participem com
textos e comentários.
Caso desejem publicar algum artigo que julguem interessante, remeter para o presidente da CIPA CTEAGO, fornecendo sempre
a fonte da informação.
Abraços e sucesso a todos.

Vender a ideia: o X da questão - Gazeta do Povo, por José Mario de Andrade

Há algum tempo a mobilidade urbana está na lista de prioridades dos governantes. Inúmeras cúpulas, debates e ações para discussão do tema já foram levantados e a conclusão é sempre a mesma: o sinal amarelo está aceso.

O cenário é diretamente proporcional à produção da indústria automobilística. Mas desleal se comparamos a publicidade produzida pelas indústrias de carros com as campanhas educativas e de estímulos aos meios alternativos de transporte – a grande resposta ao caos do trânsito.

E, entre o motorista engarrafado e a quarta maior frota de carros do planeta, está o governo. Ao mesmo tempo em que ele oferece subsídios e benefícios irrecusáveis para os fabricantes de veículos, responsáveis por uma fatia notável da movimentação econômica, precisa prover estrutura para esses veículos circularem.

Claramente o tempo da indústria não é o mesmo da burocracia estatal. Não se discute aqui má vontade ou mesmo corrupção, que, sem dúvidas, têm responsabilidade na lentidão do processo. Trata-se de um mecanismo muito mais complexo, totalmente estratificado concorrendo com um setor extremamente ágil – a velocidade com que a indústria tende a oferecer bens de serviço é sempre maior do que a capacidade do governo de absorver.

O que se colhe disso é o agravamento dos congestionamentos nos grandes corredores de tráfego, resultado do aumento da frota de veículos e poucas obras visando reduzir os gargalos do trânsito. Esses gargalos, que antes aconteciam apenas na hora do rush, agora são observados durante o dia todo.

É preciso lançar mão de todas as ferramentas disponíveis ao gerenciamento do setor de trânsito: tecnologia, fiscalização, leis e educação. Locomoção com rapidez e qualidade encabeçam a lista de ações a serem desprendidas: precisamos de projetos definitivos de transporte coletivo seguros, em grande oferta e que possibilitem integração da cidade toda. Como convencer o motorista a deixar seu carro em casa e pegar um ônibus se o sistema não oferece a ele condições básicas de circulação?

Paralelo a essa situação do transporte coletivo, estão a educação e a conscientização. As cidades parecem sofrer de um desânimo quando o assunto é o estímulo a programas de carona solidária, rodízio de carros e o polêmico pedágio urbano.

Já está na hora de encarar que essas medidas são irreversíveis.

O pedágio urbano, muito bem-sucedido em cidades como Lon­­dres, Cingapura e na Suécia inteira, faz-se absolutamente necessário nos grandes centros urbanos. O posicionamento de alguns defensores da proibição do sistema de pagamento pela circulação em locais de grande concentração mostra a visão atrasada que ainda se tem do tráfego no país.

É uma incoerência impedir essa ferramenta, conservando o caos nesses espaços, geralmente centrais. A solução é o uso de tecnologia bastante intenso, permitindo planejamento e reação rápida – a tecnologia integrada para a gestão do trânsito e do transporte. Por meio da fiscalização para controle do uso de veículos obtem-se ganhos na diminuição de acidentes, no reforço ao comportamento correto do motorista e no incentivo ao uso do transporte público ou alternativo.

A indústria destina verbas milionárias para as campanhas de marketing e peças publicitárias: tudo para manter o consumidor fiel e alimentar o conceito de que ter um carro é sinônimo de status. Mudar essa ideia requer esforço coletivo e colaboração da sociedade. Por causa dos fortes apelos ao uso do carro, boa parte das pessoas que poderia usar transporte coletivo não usa. Assim, haverá sempre uma quantidade crescente de veículos nas ruas.

A chave está na amplitude da visão: no trânsito não existe apenas o motorista ou o ciclista ou o pedestre. É um projeto global, com todas as suas partes extremamente interligadas. Vender essa ideia é o desafio.

José Mario de Andrade é diretor de Negócios Internacionais da Perkons, empresa especializada em tecnologia para a segurança e gestão integrada de tráfego.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=1039083&tit=Vender-a-ideia-o-X-da-questao

Procura-se um líder -Gazeta do Povo - J. Pedro Corrêa

Procura-se um líder

Publicado em 24/08/2010 | J. Pedro Corrêa

Se é verdade que o Paraná não tem tido a devida representatividade política e precisa acertar seu passo, há outras áreas em que o estado está a dever muito aos seus cidadãos e precisa acordar. Refiro-me às questões do trânsito que, a cada dia se torna num pesadelo para a população.

Sob o ponto de vista da mobilidade, a sociedade tem sofrido bastante por falta de uma política clara e objetiva que torne um direito inalienável o ir e vir dos cidadãos. O aumento da frota, o despreparo dos motoristas, ao lado de outros problemas da sociedade moderna têm representado um quebra-cabeça insolúvel para a engenharia de tráfego de nossas cidades.

Sob o ponto de vista da segurança no trânsito, o Paraná mostra sinais de estar muito distante das demais áreas tendo se tornado um dos estados mais violentos do país. É difícil imaginar como o estado possa ter desaprendido regras de cidadania, de respeito, de convívio social apesar do seu grande desenvolvimento econômico e da posição de liderança que ocupa no cenário nacional.

Vamos aos números, que falam melhor. As informações que uso são do Sistema de Informações Sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, que tem como fonte os atestados de óbitos conferidos e enviados pelas secretarias municipais de saúde e correspondem ao ano de 2006.

Por esses dados, em 2006 morreram no nosso trânsito 2.995 paranaenses, a terceira maior taxa padronizada de mortalidade para os acidentes de transportes terrestres no país, atingindo 28,1 óbitos por 100 mil habitantes (índice usado pela Organização Mundial de Saúde). Os números de 2007 vão para 3.173 mortes e os provisórios de 2008 sobem ainda um pouco mais. O Paraná era, em 2006, o terceiro estado com maior número de pedestres mortos no trânsito com um total de 743 e o 11.º do país em número de motociclistas mortos, com 559 vítimas.

Segundo o banco de dados do Ministério da Saúde, o Paraná possuía oito cidades com mais de 100 mil habitantes entre as que detêm as maiores taxas de fatalidades por acidentes de trânsito do Brasil. Toledo, no Oeste do estado, era a líder nacional com 57,8 óbitos por 100 mil habitantes. Entre os 50 municípios com população entre 20 mil e 100 mil habitantes, o Paraná possuía oito com maiores índices de mortalidade no trânsito.

Curitiba tampouco escapa da crueza das estatísticas do SIM. Em 2006, o número de mortes foi de 427, ficando em nono lugar entre as capitais brasileiras. Em 2007 o total havia baixado para 413, ainda assim, inaceitável para uma cidade que se pretende de primeiro mundo e de exemplo para tantas outras.

Um último dado claro e forte que serve para concluir: os números do SIM mostram que no Brasil morrem no trânsito cerca de 19 pessoas por grupo de 100 mil habitantes, conforme o índice adotado pela OMS. Pois bem, no Paraná esse índice era 28,5 enquanto Curitiba ficava com 21,5.

OK. Pode-se dizer que o Paraná está sendo punido por ter estatísticas bem controladas enquanto outros estados, notadamente no Norte e no Nordeste, não têm. Pode ser. Contudo, o que salta aos olhos são os números absolutos e não apenas a posição no ranking nacional. São exageradamente altos para um estado que tem o nível de desenvolvimento do Paraná.

Esse panorama, mais que sombrio, serve para justificar o título deste artigo. É essencial que o estado tenha uma liderança firme, comprometida em recolocar a segurança no trânsito do Paraná nos devidos lugares. Não é admissível que um estado tão pujante como o nosso desmorone diante de quadro como este.

Embora surpreendam (ou agridam), os números têm certa razão de ser: o Paraná não possui uma política de trânsito e muito menos política de segurança no trânsito. O único órgão estadual envolvido diretamente com o trânsito, o Detran, sequer tem atribuição e competência legal para interagir com os municípios na medida de suas necessidades. Enfim, aqui, como de resto em todo o país, segurança no trânsito não é prioridade.

Das 399 cidades paranaenses apenas 30 fazem parte do Sistema Nacional de Trânsito e possuem algum tipo de estrutura local para cuidar do assunto. Os mais de 220 prefeitos paranaenses de cidades com menos de 10 mil habitantes possivelmente nem sabem que, pelo Código de Trânsito Brasileiro, são eles os responsáveis pelo trânsito nos seus municípios!

A maioria dos municípios paranaenses e brasileiros com menos de 30 mil habitantes (são mais de 4.800 pelo país todo) está praticamente desligada e descomprometida com o Sistema Nacional de Trânsito. Enquanto isso o país registra mais de 36 mil mortes anuais em acidentes de trânsito, e o Paraná assiste a mais de 3 mil.

Esse tema tem de entrar na pauta dos candidatos ao governo do estado, que devem ser cobrados por compromissos com uma causa tão importante. Dinheiro não é o elemento determinante para um enfrentamento à altura desse problema. Vontade política é o que está faltando para colocar o trânsito como prioridade estadual e nacional.

J. Pedro Corrêa, especialista em trânsito, autor do livro 20 anos de lições de trânsito no Brasil.
jpedro@jpccommunication.com.br.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=1039082&tit=Procura-se-um-lider

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Crianças no Trânsito

Proteger as crianças é dever de todos

Saiba que:


· 90% das mortes de crianças e 71% de lesões decorrentes de acidentes no trânsito, poderiam ser evitados com a correta utilização de equipamentos de segurança.

· Em um choque a 50km/h, uma criança com 25kg poderá sofrer danos iguais aos observados em uma queda do terceiro andar de um prédio.

· No caso da colisão de um veículo, a criança transportada no colo poderá ser esmagada com a força do deslocamento do corpo de quem a carrega.

· A possibilidade de uma criança transportada no banco dianteiro morrer em um acidente é até 50% maior.

· É proibido transportar crianças menores de 07 anos em motocicletas – Penalidade: Multa (R$ 191,54), 07 pontos, suspensão do direito de dirigir.

Para ser respeitado é preciso respeitar

Pedestre:

· Quando acabar a aula não saia correndo para o meio da rua.

· Ande sempre pela calçada, a sua direita e longe do meio-fio.

· Atravesse a via só onde tiver condições de aplicar a regra do Ver e Ser Visto.

· Fique atento ao atravessar a rua. Não corra mas também não abuse da paciência do motorista demorando mais do que necessário.

· Tome cuidado com as entradas e saídas de garagens ou estacionamentos.

· Utilize as faixas de pedestre para fazer as travessias.

· Crianças menores de 10 anos, preferencialmente, devem andar acompanhadas de um adulto.

A rua não é lugar para brincadeiras

· Jogar bola, soltar pipa, brincar de pega-pega e outras brincadeiras, devem ocorrer em uma praça, parque ou quintal de casa, observando as condições de segurança e, de preferência, sempre com um adulto por perto.

Atenção e Respeito ajudam a prevenir e evitar acidentes

· Crianças não devem andar de bicicleta nas ruas. Elas devem ser levadas a um parque ou praça, sempre acompanhadas de um adulto.

· Ande sempre pelas ciclovias. Caso elas não existam, ande próximo ao meio-fio. Pelas calçadas, somente se estiver empurrando a bicicleta.

· Preste atenção nos veículos estacionados, pois a qualquer momento um motorista desatento pode abrir a porta e causar um acidente.

· Não ande na contra-mão.

· Fique atento e obedeça à sinalização da via.

· Não faça exibicionismos ou acrobacias, a rua não é lugar para isso.

· Pegar rabeira em pára-choques de ônibus ou caminhões é muito perigoso. Respeite a vida!

· Espelho do lado direito, faixas refletivas, buzina e capacete são equipamentos que contribuem muito para aumentar a segurança do ciclista.

Passeando de carro

· Crianças menores de 10 anos só no banco de trás e sempre com cinto de segurança.

· Bebês e crianças até no mínimo um metro e quarenta e cinco centímetros de altura só devem ser transportados utilizando cadeirinhas de proteção ou assento especial, sempre afivelados ao cinto de segurança.

· Uma criança jamais deve ser deixada sozinha no interior do veículo.

Informações transcritas do folder da campanha “Criança Segura”, produzido pela Cettrans – Companhia de Engenharia de Transporte e Trânsito - Cascavel – Paraná